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Paisagismo: reforma de parquinho em colégio homenageia dia da conservação do solo

Paisagismo: reforma de parquinho em colégio homenageia dia da conservação do solo

Área de lazer reúne atrações para pessoas de várias faixas etárias e cadeirantes, além de abrir espaço para o crescimento das raízes de uma árvore.

 

Um tradicional colégio na região dos Jardins, em São Paulo (SP), lançou um desafio ao designer e paisagista Lao Napolitano. O objetivo era renovar o antigo playground da escola e, torná-lo mais atraente a todos os estudantes, ressaltando a conservação da natureza habitada no espaço.

Dos antigos brinquedos, restou uma casinha que remete aos chalés suíços, desenhada pelo próprio Napolitano. Os demais foram reformados e doados. Uma árvore, cujas raízes “teimavam” em quebrar o cimento e se espalhar à vontade foi o ponto de partida do novo projeto, que homenageou o dia da conservação do solo, comemorado em 15 de abril.

Em vez de tentar impedir esse avanço natural, abriu-se ainda mais espaço para isso – sem perder terreno – com a construção de uma casa de leitura no entorno do caule, com um deck de 60 metros quadrados e 60 centímetros de altura, feita de cumaru. O local se tornou refúgio de gente de todas as idades, em horas de descanso e estudo.

Para Napolitano, que tem a sustentabilidade como eixo para seus trabalhos, o lugar e tudo que há nele é o que deve nortear os projetos. “Quedas de braço com a Natureza nunca deram certo para o ser humano, ela sempre vai levar a melhor”, afirma. Por isso, diz ele, “as intervenções têm que se adaptar, serem aceitas, e não o contrário”.

Uma casinha cheia de desafios é destinada apenas aos pequenos (de 3 a 6 anos). Com estrutura de troncos de eucaliptos autoclavados e pisos de cumaru, possui painéis educativos, de plástico PEAD (polietileno de alta densidade) e os cubos cumaru, projetados em uma altura que também atende a cadeirantes e mobilidade reduzida.

Para subir, é preciso encarar uma miniparede de escalada de ripas de cumaru ou uma escada de tubos de ferro. Lá em cima, os aventureiros têm de atravessar uma ponte oscilante de tronquinhos de eucaliptos tratados, ladeada por redes de cordas produzidas com garrafas PET recicladas.

Depois, se quiserem chegar ao ponto mais alto, ainda terão de engatinhar por um trançado de cordas, também originadas de garrafas PET. A descida, porém, vale todo o esforço: pode-se deslizar dois escorregadores com laterais de madeira garapeira e superfície deslizante de PEAD. Muitos corajosos, no entanto, preferem fazer o mesmo caminho de volta, para não perder a boa forma e o gosto pela aventura.

 

Fonte: Primeira Página

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